Uma planta industrial não é a soma de laudos isolados
Avaliar um complexo industrial exigindo um laudo de imóvel de um lado e um laudo de máquinas de outro quase sempre termina em problema: itens que ficam sem dono (fundações de equipamentos, pontes rolantes, tancagem, redes internas), itens contados duas vezes e critérios de depreciação que não conversam entre si. O resultado não fecha — e a auditoria percebe.
A avaliação de complexo industrial trata a planta como o que ela é: um sistema integrado. Terreno, obras civis, edificações, infraestrutura, máquinas, equipamentos, instalações industriais e utilidades são inventariados, classificados e avaliados sob um único plano de trabalho, com fronteiras explícitas entre as disciplinas e critérios consistentes de ponta a ponta — combinando as partes 2 (imóveis urbanos) e 5 (máquinas e bens industriais) da ABNT NBR 14653.
Quando a avaliação é necessária
- Custo atribuído e valor justo — mensuração do imobilizado industrial completo na adoção inicial de IFRS ou em reavaliação, conforme CPC 27 / IAS 16 e CPC 46 / IFRS 13.
- Seguros de grandes riscos — determinação do valor em risco e do custo de reposição da planta completa, evitando sub ou sobresseguro e sustentando a negociação do prêmio.
- M&A e reestruturações societárias — compra e venda de unidades industriais, due diligence, cisões, incorporações e alocação de preço de compra (PPA).
- Garantias e operações estruturadas — plantas dadas em garantia de financiamentos, debêntures e operações de sale and leaseback.
- Litígios e desapropriações — perícias que envolvem o valor de unidades industriais em operação, lucros cessantes e fundo de comércio industrial.
- Desmobilização — valor de liquidação ordenada ou forçada de plantas desativadas, com segregação do que se vende como bem e do que se vende como sucata.
O que fazemos
- Terreno e obras civis — terrenos industriais, terraplenagem, arruamento, pátios, edificações fabris, administrativas e de apoio, avaliados conforme a NBR 14653-2.
- Máquinas, equipamentos e linhas de produção — inclusive bens importados, sob encomenda e sem comparável direto, conforme a NBR 14653-5.
- Instalações industriais e utilidades — subestações, geração de vapor, ar comprimido, refrigeração, tancagem, tubulações, movimentação de materiais e tratamento de efluentes.
- Ativos de apoio — frota, empilhadeiras, ferramental, móveis, utensílios e equipamentos de laboratório e de TI.
- Consolidação — base única por planta, com valores segregados por natureza contábil e vida útil e valor residual por ativo ou família.
- Estudos complementares — vida útil remanescente, valor em risco para seguros e apoio ao teste de impairment da unidade.
Metodologia
- Planejamento — leitura do razão do imobilizado, definição das fronteiras entre disciplinas (civil × instalação × equipamento), plano de vistoria e cronograma por área.
- Vistoria integrada — equipes de avaliação imobiliária e industrial em campo sob coordenação única, com cadastro fotográfico e verificação de estado e regime de operação.
- Pesquisa de mercado — dados imobiliários regionais para terreno e edificações; consulta a fabricantes, representantes e mercado de usados para máquinas e instalações.
- Avaliação por componente — método comparativo ou da quantificação do custo para os imóveis; tratamento por fatores e custo de reposição depreciado para os bens industriais.
- Consolidação e conciliação — montagem da base única, verificação de lacunas e dupla contagem e amarração com o razão contábil.
- Laudo — laudo consolidado do complexo com memoriais por disciplina, planilha analítica por ativo, registro fotográfico e ART recolhida no CREA.
Normas de referência
- ABNT NBR 14653-1
- Procedimentos gerais de avaliação de bens
- ABNT NBR 14653-2
- Imóveis urbanos — terrenos e edificações industriais
- ABNT NBR 14653-5
- Máquinas, equipamentos, instalações e bens industriais
- CPC 27 / IAS 16
- Ativo imobilizado — custo atribuído, depreciação e vida útil
- CPC 46 / IFRS 13
- Mensuração do valor justo
- IVS 2025
- International Valuation Standards
Entregáveis
Perguntas frequentes
Dúvidas sobre avaliação de complexos industriais
Qual a diferença entre avaliar o complexo e avaliar imóvel e máquinas separadamente?
Na avaliação integrada há um único plano de trabalho, com fronteiras explícitas entre obra civil, instalação industrial e equipamento — o que elimina lacunas e dupla contagem — e critérios de depreciação e vida útil consistentes em toda a base. Laudos isolados, feitos por contratos e equipes diferentes, raramente conseguem essa consistência, e é nela que auditoria e seguradora reparam.
Vocês avaliam plantas em operação, sem parar a produção?
Sim. A vistoria é planejada com a operação e a manutenção, aproveitando janelas e paradas programadas quando necessário, com equipes integradas nas normas de segurança da unidade. A avaliação não interfere na produção.
O laudo serve para seguro de grandes riscos?
Sim. O laudo apura o custo de reposição e o valor em risco da planta completa — inclusive das instalações que costumam ficar de fora das apólices dimensionadas sem base técnica. É o documento que sustenta a contratação correta da importância segurada e agiliza a regulação em caso de sinistro.
Vocês têm experiência no nosso setor?
Em mais de 35 anos, a Stima avaliou plantas de petroquímica, química, papel e celulose, siderurgia e metalurgia, alimentos e bebidas, energia, telecomunicações e logística — no Brasil e no exterior. A vitrine de clientes no site dá uma amostra dos setores atendidos.
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